
A notícia do assassinato de Paulo Alberto Novaes e Jorge Toss, nas imediações dos pavilhões da Vila Germânica, tornou-se alarmante para os blumenauenses, pois a segurança já havia sido reforçada para que não fosse preciso interromper os dias festivos da Oktoberfest. O maior jornal de circulação na cidade noticiava que dezenas de homens foram e estavam sendo assassinados, a sangue frio, de maneira medieval, com um punhal, e que, mesmo com todas as medidas de segurança – viaturas, circulação policial, fardados ou disfarçados –, não conseguiram prender o culpado por tanto sofrimento. Foi destacado, ainda, o quanto aquela situação rumava ao desespero, à união de civis para procurar o desconhecido assassino, e, ao fim antecipado da festa que já era tratada como a Okterror. E assim eu lhe revelo o título desta narrativa, pois é sobre o que estou falando, sobre uma festa marcada por assassinatos misteriosos cometidos por um homem, a princípio sem motivo algum para matar, mas que o fez com medieval crueldade.
A Okterror, é como foi nomeada a festa daquele ano de 2011, e eu aqui estou, no ano de 2014, na euforia da copa mundial que será sediada no Brasil, em uma praça, com uma caneta e um caderno pequeno, lhe escrevendo passagens, presenciadas por mim, desse acontecimento que ficou conhecido nacionalmente. O motivo que me levou a ver, a ouvir e a não revelar à polícia quem era o criminoso, por enquanto, é dispensável, mas eu contarei assim que for preciso.
Dia 17 de outubro de 2011 foi um dia inesquecível, principalmente para um escritor como eu, um prato cheio para render uma grande história.
Mesmo como todos os assassinatos que ocorreram, todos os problemas como a população pressionando as autoridades, a imprensa, e duas das maiores emissoras do país frequentando a cidade por causa da repercussão do Homem do Punhal, o grande show de uma banda regional, que não cabe citar o nome, pois particularmente eu odeio, iria acontecer de qualquer maneira.
Desde que os dois amigos foram encontrados mortos, Joel não dera as caras em nenhum lugar de Blumenau. Ninguém o encontrava, era incrível a capacidade dele de se esconder daqueles que o estavam caçando. Com três dias de paz e calmaria, sempre com um pouco de receio e cautela, os blumenauenses precisavam do grande show, da animação. A segurança triplicou, não se sabia se toda a circulação policial era só dos servidores de Blumenau ou se outras cidades se envolveram no caso. A questão era que o show iria acontecer. E eu teria o terceiro capítulo desta história!
Tudo estava preparado. A banda chegou no final da tarde, sem o menor problema de tocar em uma cidade com um assassino à solta, estavam até animados, e o palco estava montado. Porém, em um lugar público: na frente do Teatro Carlos Gomes. Impressionante, acho que a confiança foi um pouco demais, eles não sabiam quais eram as intenções de Joel, pois a segurança parecia indubitavelmente forte, mas ninguém, nem mesmo Helen, Rodrigo e Carlos, retornando ao posto de personagens principais, sabiam o que estava para acontecer…
Ao cair da noite, Helen e seus dois amigos, aparentemente conformados e recuperados da perda de Denis, estavam a caminho do show de sua banda favorita, nem se importavam com nada, queriam e precisavam se divertir. A garota aceitou o convite de ir para a apresentação dos músicos, no entanto, tinha outro interesse também, o de se encontrar novamente com o estranho do desfile, Joel. Uma jovem esperta, astuciosa. Eu a conhecia, e ainda a conheço... Uma pedra no meu sapato, pois ela pressentia, ou tinha certeza, de que o tão procurado assassino iria procurá-la outra vez. Ela estava preparada e determinada a entregá-lo para a polícia. Eu não queria que minha história terminasse tão rápido…
O show começou com os arredores e as ruas lotadas de gente, um amassa daqui e outro de lá, quase não consegui acompanhar os passos da minha heroína. Assim que Helen e os amigos começaram a aproveitar as músicas, ou melhor, o barulho do show, Joel já aparecera e estava inacreditavelmente mudado. Seus cabelos foram raspados, barba por fazer, e as roupas estavam mais apresentáveis – podia jurar que a camiseta esporte azul e preta que ele usava era minha. Finalmente a ação começaria.
Era perceptível a movimentação policial no evento, porém Joel não detinha atenção alguma. Era invisível para as pessoas a sua volta e principalmente para Helen, a qual dançava de modo peculiar junto de Carlos e Rodrigo. Joel se aproximou dos três naturalmente e, no meio da agitação, apalpou algo em suas costas.
- Anda, Helen! Mexe mais essa cintura aí! – pediu Carlos, aos sorrisos.
- Não força, eu não sou muito boa nisso, só gosto do som da banda! – disse Helen. De minuto a minuto ela observava em volta, chegou a cruzar com o olhar de Joel, mas não o reconheceu. Cansada, Helen deixou os amigos, pedindo para eles se cuidarem e costurou a multidão até encontrar um lugar com algum espaço para respirar e ali ficou. Joel sumiu. O procurei por todo lado e nada.
Alguns minutos se passaram e houve uma movimentação demasiada de alguns policiais, um grito abafado ao longe, e quando fui me interar do que havia acontecido, esperando um assassinato, era apenas uma briga entre jovens por causa de uma garota. Onde Joel estava? O que fazia? Voltei para perto de Helen e ela ainda se encontrava sentada, observando os amigos de longe.
- Ele deve ter ido embora daqui, afinal toda a polícia está atrás dele... – disse Helen a si mesma.
- Você está errada. – A menina enrijeceu. Aquela voz grave, só podia ser dele. Quando se virou para encarar Joel, assustou-se com a aparência diferente do homem.
- Meu Deus! O que você fez... – lembrou-se de Denis em um fleche. – Assassino! Soco...
Joel tapou a boca de Helen com agressividade, a levou para um canto, atraindo alguns olhares e disse:
- Quieta! Eu não quero te machucar. Se você me encrencar, antes de ir vou ter que, infelizmente, enterrar essa lâmina na suas costas. Vai ficar quieta? Só quero conversar... – Helen concordou, estava tremendo.
- O que você quer comigo, por que você está matando tantas pessoas, tantos homens?
- Senta aqui e se acalma, depois responderei. – Um homem, que estranhou a situação, perguntou se estava tudo bem com Helen e ela assentiu.
Mesmo como todos os assassinatos que ocorreram, todos os problemas como a população pressionando as autoridades, a imprensa, e duas das maiores emissoras do país frequentando a cidade por causa da repercussão do Homem do Punhal, o grande show de uma banda regional, que não cabe citar o nome, pois particularmente eu odeio, iria acontecer de qualquer maneira.
Desde que os dois amigos foram encontrados mortos, Joel não dera as caras em nenhum lugar de Blumenau. Ninguém o encontrava, era incrível a capacidade dele de se esconder daqueles que o estavam caçando. Com três dias de paz e calmaria, sempre com um pouco de receio e cautela, os blumenauenses precisavam do grande show, da animação. A segurança triplicou, não se sabia se toda a circulação policial era só dos servidores de Blumenau ou se outras cidades se envolveram no caso. A questão era que o show iria acontecer. E eu teria o terceiro capítulo desta história!
Tudo estava preparado. A banda chegou no final da tarde, sem o menor problema de tocar em uma cidade com um assassino à solta, estavam até animados, e o palco estava montado. Porém, em um lugar público: na frente do Teatro Carlos Gomes. Impressionante, acho que a confiança foi um pouco demais, eles não sabiam quais eram as intenções de Joel, pois a segurança parecia indubitavelmente forte, mas ninguém, nem mesmo Helen, Rodrigo e Carlos, retornando ao posto de personagens principais, sabiam o que estava para acontecer…
Ao cair da noite, Helen e seus dois amigos, aparentemente conformados e recuperados da perda de Denis, estavam a caminho do show de sua banda favorita, nem se importavam com nada, queriam e precisavam se divertir. A garota aceitou o convite de ir para a apresentação dos músicos, no entanto, tinha outro interesse também, o de se encontrar novamente com o estranho do desfile, Joel. Uma jovem esperta, astuciosa. Eu a conhecia, e ainda a conheço... Uma pedra no meu sapato, pois ela pressentia, ou tinha certeza, de que o tão procurado assassino iria procurá-la outra vez. Ela estava preparada e determinada a entregá-lo para a polícia. Eu não queria que minha história terminasse tão rápido…
O show começou com os arredores e as ruas lotadas de gente, um amassa daqui e outro de lá, quase não consegui acompanhar os passos da minha heroína. Assim que Helen e os amigos começaram a aproveitar as músicas, ou melhor, o barulho do show, Joel já aparecera e estava inacreditavelmente mudado. Seus cabelos foram raspados, barba por fazer, e as roupas estavam mais apresentáveis – podia jurar que a camiseta esporte azul e preta que ele usava era minha. Finalmente a ação começaria.
Era perceptível a movimentação policial no evento, porém Joel não detinha atenção alguma. Era invisível para as pessoas a sua volta e principalmente para Helen, a qual dançava de modo peculiar junto de Carlos e Rodrigo. Joel se aproximou dos três naturalmente e, no meio da agitação, apalpou algo em suas costas.
- Anda, Helen! Mexe mais essa cintura aí! – pediu Carlos, aos sorrisos.
- Não força, eu não sou muito boa nisso, só gosto do som da banda! – disse Helen. De minuto a minuto ela observava em volta, chegou a cruzar com o olhar de Joel, mas não o reconheceu. Cansada, Helen deixou os amigos, pedindo para eles se cuidarem e costurou a multidão até encontrar um lugar com algum espaço para respirar e ali ficou. Joel sumiu. O procurei por todo lado e nada.
Alguns minutos se passaram e houve uma movimentação demasiada de alguns policiais, um grito abafado ao longe, e quando fui me interar do que havia acontecido, esperando um assassinato, era apenas uma briga entre jovens por causa de uma garota. Onde Joel estava? O que fazia? Voltei para perto de Helen e ela ainda se encontrava sentada, observando os amigos de longe.
- Ele deve ter ido embora daqui, afinal toda a polícia está atrás dele... – disse Helen a si mesma.
- Você está errada. – A menina enrijeceu. Aquela voz grave, só podia ser dele. Quando se virou para encarar Joel, assustou-se com a aparência diferente do homem.
- Meu Deus! O que você fez... – lembrou-se de Denis em um fleche. – Assassino! Soco...
Joel tapou a boca de Helen com agressividade, a levou para um canto, atraindo alguns olhares e disse:
- Quieta! Eu não quero te machucar. Se você me encrencar, antes de ir vou ter que, infelizmente, enterrar essa lâmina na suas costas. Vai ficar quieta? Só quero conversar... – Helen concordou, estava tremendo.
- O que você quer comigo, por que você está matando tantas pessoas, tantos homens?
- Senta aqui e se acalma, depois responderei. – Um homem, que estranhou a situação, perguntou se estava tudo bem com Helen e ela assentiu.
Joel estava diferente. Não era só a aparência, perto da jovem sua expressão não era tão ruim.
- Eu tenho minhas razões, menina. – iniciou Joel. – Esses malditos tiraram um tesouro de mim, me roubaram! Agora vão ter o mesmo destino...
- Tiraram o quê? Foi uma pessoa da sua família? Ah! A sua filha?
- Sim... a minha vida! – Pela primeira vez ele parecia sentir alguma emoção. – Você me lembra muito ela, eu já lhe disse. – Joel tocou com as costas da mão o rosto de Helen e a acariciou como um pai a uma filha. Ela estranhou a atitude, mas não teve reação alguma, apenas disse:
- E você acha que matando essa gente vai trazer ela de volta?
- Eu sei que não vai trazer ela de volta, mas eu tenho um propósito agora e é vingar a morte dela...
- Meu Deus... – Helen não sabia o que dizer, tudo que falasse para Joel seria inútil, ele entrou em um caminho sem volta, estava com uma fúria nos olhos. – E como sua filha morreu?
- Foi morta! Mas não quero falar sobre isso... Já decidi, a minha dor acaba hoje. – Aquilo surpreendeu Helen, o que ele estava planejando?
- Por que você não foi atrás do assassino então? – quis saber a garota.
- O culpado não estava lá! Ela foi encontrada sozinha, abusada e mutilada... O maldito fugiu. – Os olhos marejados e cheios de ódio estavam percorrendo cada semblante masculino nos arredores do show. – E depois que perdi a vontade de viver, alguém, um amigo, me deu o maior dos propósitos, vingar a minha menina. Não vou descansar até matar o desgraçado!
- Mas você nem sabe quem ele é. Está me dizendo que você mata esses homens na esperança de que um será o assassino de sua filha?
Joel concordou, levantou-se e terminou:
- Saia daqui, menina! E se preza tanto seus amigos, leve-os também. Hoje vai ser o fim! – Um sorriso diabólico surgiu no rosto de Joel. – Espero que depois dessa noite a minha missão esteja cumprida... o inferno espera o maldito que te levou de mim, Duda! – Helen sentia o pior de todos os medos, não conseguia se mexer. – Depois dessa noite vou caminhar por esse mundo até a morte me levar...
Joel saiu. Deixou Helen boquiaberta e com o coração batendo acelerado. Segundos depois, ela recuperou o movimento dos membros e disparou em direção aos amigos.
- Vamos embora! Agora!
Cinco minutos se passaram. Estávamos eu, Helen, Carlos e Rodrigo no mesmo ônibus, e a minha conhecida e assustada sobrinha, – Sim. Helen era e é minha querida sobrinha. – não conseguia responder aos questionamentos dos amigos... Até o acontecimento fatal.
BUMM!
Uma explosão intensa, terrível, gritos horrorizados no interior da condução e, ao longe, pela janela, era possível ver um clarão e uma fumaça cobrindo o local do show...
Eu não tinha ideia do que Joel era capaz, nunca poderia imaginar que ele chegaria a um ato desses, entretanto, apesar de trágico, foi um acontecimento histórico!
Cheguei a pensar que Joel teria se matado, mas ele ainda escreveria mais um capítulo nessa Okterror, e um capítulo incrível...
Eu não tinha ideia do que Joel era capaz, nunca poderia imaginar que ele chegaria a um ato desses, entretanto, apesar de trágico, foi um acontecimento histórico!
Cheguei a pensar que Joel teria se matado, mas ele ainda escreveria mais um capítulo nessa Okterror, e um capítulo incrível...
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