
Da inconsequência nasci,
No abandono me criei,
Muita gente conheci,
E todos fora da lei,
Em dificuldades da vida
Estive mergulhado,
Recolhendo coisas esquecidas,
Sem ninguém ao meu lado.
Meus olhos estão sem foco,
Meus braços quase sem energia,
Mas sobrevivo com o pouco,
Que teu lixo me sentencia.
Andei e ando a sonhar,
Em onde está o meu lugar,
E da face a esperança não retiro,
Pois ainda estou aqui, vivo.
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